Li essa nota na coluna Política e Ação, do competente jornalista Walter Pereira, publicada no jornal Tribuna do Interior na semana passada:

Com a proximidade do fim de ano, prefeitos da região já estão colocando os pés nos freios com os gastos. Em Barbosa Ferraz, por exemplo, segundo o prefeito Gilson Cassol, a ordem é apertar os freios e reduzir ao máximo os gastos. Isso tudo para não chegar ao fim do ano com as contas do município no vermelho. Segundo o alcaide, a queda no repasse do Fundo de Participação aos Municípios (FPM), de 24% na cidade, deixa a situação ainda mais complicada. “Vamos fazer o que for preciso para cortar os gastos”, ressaltou. Segundo ele, alguns trabalhos já começarão a ser priorizados. E brinca pra ver…

Ao que tudo indica, o dinheiro anda curto para alguns setores. No Esporte, por exemplo, o então diretor foi convidado a deixar o cargo por falta de verbas. Projetos na área também foram cancelados para apertar os gastos públicos. No entanto, na mídia, a veiculação de comerciais citando “a administração que apoia o esporte” segue normalmente.

Numa pesquisa rápida pelo portal da transparência, a coisa anda muito bem em outros segmentos da administração. Em um único contrato que a prefeitura fez com uma empresa prestadora de serviços, com duração de um ano, o valor máximo a ser gasto no período seria o suficiente para comprar os melhores equipamentos disponíveis no mercado para executar o mesmo serviço que a terceirizada fará. Chamou a atenção também o preço cobrado pelos itens discriminados no contrato. Em alguns casos o dobro do que a gente vê na iniciativa privada. Mas isso não é assunto para blog. É assunto para o MP e para o TCE/PR.

citroen_atoladoE o carro oficial da prefeitura de Corumbataí do Sul foi para o brejo, literalmente. O prefeito Carlos Rosa Alves postou, em seu perfil no Facebook, a foto do C4 Lounge atolado numa estrada rural em Iguaraçu, região de Maringá. Carlos Caxão sentiu na pele o que agricultores sofrem em dias de chuva com as estradas rurais em más condições.

??????????O município de Barbosa Ferraz, na região Centro-Oeste do Estado, está entre os mais prejudicados pelas chuvas de junho. Conhecida como “a capital do crochê” e um dos principais polos de artesanato do Paraná, a cidade registrou mais de 3 mil pessoas afetadas e que têm renda oriunda destas atividades.

Para minimizar as perdas e apoiar a população, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano garantiu a liberação de R$ 540 mil para a construção ou compra de um barracão industrial do município. “Não poderíamos retroceder mais uma vez na nossa história. Este benefício traz alento a todos nós e recupera nossa dignidade, com a garantia de emprego e renda”, diz um dos empresários da região, Waldir de Oliveira, cujas máquinas, produtos e fios ficaram submersos.

O empresário fala em retrocesso ao lembrar que Barbosa Ferraz já foi também conhecida como a “Capital Mundial da Menta”, em função do óleo de hortelã, atividade extinta por conta de enchentes passadas. Na época, a população da cidade somava 70 mil habitantes e hoje são apenas 12 mil.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega, que visitou o município em 2014, ficou sensibilizado com a situação dos moradores após as chuvas e agilizou com o prefeito Gilson André Cassol os recursos necessários e emergenciais para favorecer a atividade econômica da população.

Foto: Divulgação

estrada_serrinha1No perfil Serrinha BF, no Facebook, a divulgação de como estava a estrada do bairro e como ficou após o serviço de cascalhamento feito pela prefeitura. O Blog já havia noticiado recentemente que até agricultores do bairro colocaram a mão na massa para ajudar na recuperação das estradas. Fica ai o registro do trabalho executado 90 dias depois.

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…mas é lá para as bandas de Campo Mourão, onde a ideia de fazer uma seleção dos melhores candidatos à uma vaga de estágio funciona. Já pelas bandas de Barbosa Ferraz a coisa é meio no dedo mesmo.

Em Campo Mourão são 120 vagas. O curso de pedagogia lidera com 80 vagas disponíveis. Quem realiza a seleção por lá é o CIEE, com direito a prova e tudo. E os selecionados receberão bolsa-auxílio de R$ 400 a R$ 600, mais auxilio transporte.

Detalhe importante: o candidato deve estar matriculado num curso compatível com a vaga.

Cursos com vagas
Pedagogia – 80
Educação Física Licenciatura – 20
Letras – 5
Geografia – 5
História – 5
Ciências Econômicas – 2
Administração – 2
Matemática – 1
Agronomia – Cadastro de reserva
Ciências Contábeis – Cadastro de reserva
Educação Física Bacharel – Cadastro de reserva
Farmácia – Cadastro de reserva
Serviço Social – Cadastro de reserva

Com informações do Boca Santa

Licenciado

Publicado: 2 julho 2014 em Barbosa Ferraz
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A licença do vereador Julielton dos Paços Rodrigues, por 30 dias, expõe uma ausência de informação no regimento interno da Câmara de Barbosa Ferraz. Não há menção sobre o período mínimo de licença para que se convoque o suplente. Em outras Câmaras da região, inclusive a que serviu de base para a elaboração do regimento interno da Casa de Leis barbosense, a convocação do suplente só ocorre em licenças superiores a 120 dias. A Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal seguem o mesmo entendimento.

Com a licença do vereador Julielton, a Câmara deve convocar a primeira suplente Ivone do Vale, que substituirá o vereador licenciado por 30 dias.

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Prefeito César foi morto em julho de 2009

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou agravo em recurso especial pedido pela defesa de Dioniclei Pelussi de Oliveira, acusado de matar o prefeito Mário Cesar Lopes de Carvalho, em julho de 2009, em Barbosa Ferraz. O pedido estava estacionado no STJ desde 2012 e dependia de uma manifestação do Ministério Público Federal (MPF). Nos últimos dias, tanto o MPF quanto a ministra Laurita Vaz deram, respectivamente, parecer e decisão negando o seguimento do recurso especial em sua totalidade, remetendo o processo ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

Denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio duplamente qualificado, utilizando meio cruel, dificultando a defesa da vítima através de emboscada e também por porte ilegal de arma de fogo, a defesa do acusado tentou amenizar as acusações através deste recurso ao STJ. A defesa sustenta que Dioniclei teria agido em legítima defesa, inexistindo a qualificadora que impossibilitou a defesa da vítima e também  pediu a exclusão do porte ilegal de arma de fogo do processo.

Em seu despacho, a ministra relatora Laurita Vaz atesta que o recurso não reúne condições de prosperar.

“(…)como recebeu os cinco tiros quando se encontrava ainda no interior do veículo, acabou saindo, na sequência, e caiu na pista de rolamento, na forma relatada pelos policiais que atenderam a ocorrência, os PMs. Paulo Sérgio da Costa e Frank Wanderson de Amorim, que viram, à frente, um carro trafegando no local, o qual freou e passou por cima de alguma coisa, depois identificada como o referido ofendido. O sd. Frank, tal como consignou o Dr.Procurador de Justiça, ainda afirmou ‘que quando o carro passou sobre o corpo da vítima esta já estava sem vida, porquanto constatou que o cadáver estava gelado e arroxeado e não apresentava nenhum sinal vital’. Além disso, o laudo de exame de necropsia é eloquente e não deixa dúvidas acerca do nexo causal, pois atesta que a causa mortis decorreu de ‘choque hemorrágico’, produzido por ‘instrumento perfuro contundente (projétil de arma de fogo) e politraumatismo'”

Em outro trecho do despacho, a ministra Laurita Vaz afirma que:

A legítima defesa própria não encontra apoio nem mesmo na palavra do acusado , já que, no primeiro momento, falou que, chegando ao local, ‘posicionou o seu veículo em diagonal, fechando a frente do carro onde se encontrava o prefeito, num ato próprio de quem impede que a pessoa possa empreender fuga’ e que, depois de ouvir algumas ofensas de parte da vítima, apanhou o revólver e impediu que ela saísse do interior do automóvel, ‘chutando a porta’ (vide fotografia de fls. 194), atirando, na sequência, ‘por cinco vezes em direção ao prefeito, que continuava sentado no interior do veículo e mantinha o vidro do seu lado totalmente aberto’

Defesa aguarda baixa do processo ao TJ

Morte do prefeito ocorreu às vésperas de aniversário da cidade

Morte do prefeito ocorreu às vésperas de aniversário da cidade e comoveu a população.

Com a decisão da ministra relatora Laurita Vaz, o processo volta ao Tribunal de Justiça do Paraná. A defesa de Dioniclei Pelussi de Oliveira aguarda a “baixa” desse processo no TJ para definir a linha que será seguida a partir dai. Como houve a negativa neste recurso especial, o acusado deve ir à Juri Popular e responder pelos crimes aos quais foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná. O julgamento de Dioniclei Pelussi de Oliveira não tem prazo para ocorrer.

Apesar do STJ negar o recurso, a possibilidade de Dioniclei ter a pena abrandada numa possível condenação não está descartada. A defesa ainda pode convencer o Júri sobre as qualificadoras, uma vez que o STJ, nesta etapa do processo, não pode avaliar provas para decidir se o acusado cometeu um homicídio simples ou qualificado, conforme foi denunciado.

Se for condenado por homicídio qualificado, a pena varia de 12 a 30 anos. No caso de uma condenação por homicídio simples, a pena varia de 6 a 20 anos.

 

Veja aqui a íntegra da decisão da ministra Laurita Vaz