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terceirizadoComo pode uma prefeitura ter pago, em 2013, R$ 130 para uma empresa prestadora de serviço por unidade do serviço prestado e, neste ano de 2014, o mesmo serviço está sendo ofertado a R$ 380,00. Um aumento de quase 300%. Detalhe: em todo o exercício de 2013 foram gastos pouco mais de R$ 1 mil. Neste ano, em três meses, o gasto já passa dos R$ 3 mil apenas nesse segmento. Falta fiscalização? Falta acompanhamento? Estaria na hora de criar um Observatório Social na cidade para acompanhar esses contratos? A coisa anda dum jeito…

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Li essa nota na coluna Política e Ação, do competente jornalista Walter Pereira, publicada no jornal Tribuna do Interior na semana passada:

Com a proximidade do fim de ano, prefeitos da região já estão colocando os pés nos freios com os gastos. Em Barbosa Ferraz, por exemplo, segundo o prefeito Gilson Cassol, a ordem é apertar os freios e reduzir ao máximo os gastos. Isso tudo para não chegar ao fim do ano com as contas do município no vermelho. Segundo o alcaide, a queda no repasse do Fundo de Participação aos Municípios (FPM), de 24% na cidade, deixa a situação ainda mais complicada. “Vamos fazer o que for preciso para cortar os gastos”, ressaltou. Segundo ele, alguns trabalhos já começarão a ser priorizados. E brinca pra ver…

Ao que tudo indica, o dinheiro anda curto para alguns setores. No Esporte, por exemplo, o então diretor foi convidado a deixar o cargo por falta de verbas. Projetos na área também foram cancelados para apertar os gastos públicos. No entanto, na mídia, a veiculação de comerciais citando “a administração que apoia o esporte” segue normalmente.

Numa pesquisa rápida pelo portal da transparência, a coisa anda muito bem em outros segmentos da administração. Em um único contrato que a prefeitura fez com uma empresa prestadora de serviços, com duração de um ano, o valor máximo a ser gasto no período seria o suficiente para comprar os melhores equipamentos disponíveis no mercado para executar o mesmo serviço que a terceirizada fará. Chamou a atenção também o preço cobrado pelos itens discriminados no contrato. Em alguns casos o dobro do que a gente vê na iniciativa privada. Mas isso não é assunto para blog. É assunto para o MP e para o TCE/PR.